"Estudo acompanhou pacientes por três anos: após esse período, somente 5% dos integrantes do primeiro grupo - tratado apenas com medicamentos - foram capazes de controlar o diabetes, contra 37,5% dos que se submeteram à cirurgia de bypass gástrico e 24,5% daqueles que fizeram a
diminuição de estômago"
A cirurgia bariátrica, que consiste em restringir a absorção de alimentos, é de longe o método mais eficaz para controlar o diabetes tipo 2 em pessoas obesas ou com sobrepeso - é o que mostra um estudo divulgado nesta segunda-feira, que acompanhou pacientes durante três anos.
Cerca de 80% dos 23 milhões de norte-americanos com diabetes também têm sobrepeso ou são obesos, segundo os autores da pesquisa. O estudo clínico foi o mais amplo e de maior duração já realizado, e foi apresentado nesta segunda-feira durante a conferência anual do Colégio Norte-Americano de Cardiologia (ACC), em Washington.
Os 150 participantes, com idades entre 41 e 57 anos no momento do recrutamento, sofriam de diabetes adulta (tipo 2) não controlada. O grupo, 66% composto por mulheres, foi dividido aleatoriamente em três sub-categorias.
O primeiro foi submetido a um tratamento médico intenso, que combinava exercícios, dieta e medicação. O segundo recebeu tratamento anti-diabetes e foi submetido à cirurgia de de bypass gástrico, que reduz o estômago em 2 a 3% de seu volume original mediante a criação de uma derivação no trato digestivo para reduzir a absorção de nutrientes pelo intestino delgado.
Por último, o terceiro grupo - além do tratamento com medicamentos - sofreu uma gastrectomia, que consiste numa incisão no estômago para reduzir seu volume.
O objetivo do estudo, batizado "Stampede", era comparar a eficácia dos três enfoques para o controle do diabetes mantendo uma taxa de açúcar no sangue superior a 6% em média, durante três meses.
Os participantes tinham uma taxa média de glicose de 9,2% antes de começar o estudo.
"Diabesidade", uma verdadeira epidemia
Três anos após as intervenções, somente 5% dos integrantes do primeiro grupo - tratado apenas com medicamentos - foram capazes de controlar o diabetes, contra 37,5% dos que se submeteram à cirurgia de bypass gástrico e 24,5% daqueles que fizeram a diminuição de estômago.
"Vemos pessoas que tinham a vida devastada pelo diabetes, e três anos mais tarde este estudo mostrou que a cirurgia bariátrica é o tratamento mais eficaz, com maiores efeitos positivos duradouros para pessoas com obesidade de grau II e III", disse Sangeeta Kashyap, endocrinologista da Clínica Cleveland (Ohio, norte dos Estados Unidos), um dos principais autores da pesquisa.
"Mais de 90% dos pacientes submetidos a uma das cirurgias bariátricas conseguiram perder 25% de seu peso e controlar o diabetes sem necessidade de recorrer à insulina ou a múltiplos anti-diabéticos", explicou.
Em comparação, os participantes do primeiro grupo, tratados apenas com uma terapia convencional, reduziram somente 4% de seu peso.
O estudo mostra também que a cirurgia permite melhorar a qualidade de vida dos pacientes e diminuir a necessidade de tomar medicamentos para controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol se comparados aos tratados com a terapia convencional.
Assim, os participantes submetidos a um procedimento bariátrico tomavam significativamente menos remédios cardiovasculares e contra o diabetes. O estado mental dos voluntários também apresentou uma notável melhora.
Os médicos ressaltam que, apesar dos grandes benefícios, a cirurgia bariátrica não está isenta de riscos, já que pode acarretar em complicações como sangramento, infecção e embolia.
Nenhuma complicação importante foi observada entre as 100 pessoas que foram submetidas a uma intervenção durante o estudo, segundo os autores da pesquisa. Após um ano, os problemas mais frequentes foram sangramentos e desidratação.
A obesidade, que afeta mais de um terço dos adultos nos Estados Unidos, é o principal fator desencadeador do diabetes tipo 2. As autoridades sanitárias falam de uma verdadeira epidemia, à qual deram o nome de "diabesidade".
Segundo a Associação Norte-Americana de Diabetes, caso a tendência atual continue, um em cada três adultos norte-americanos será diabético em 2050.
O estudo também foi publicado na versão online da revista New England Journal of Medicine.
AFP - Agence France-Presse
Publicação:01/04/2014 10:10
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/04/01/noticia_saudeplena,148138/cirurgia-bariatrica-se-mostra-a-arma-mais-eficaz-contra-o-diabetes-em-obesos.shtml
terça-feira, 1 de abril de 2014
domingo, 30 de março de 2014
Bacalhau a moda do Léo
Boa noite pessoal,
Hoje (domingo), minha mãe, sogra, cunhada e concunhado vieram almoçar em minha casa, e resolvi fazer um bacalhau ao forno. Ficou muito bom!
Espero que gostem!
Bacalhau ao forno a moda do Leonardo
1,0 kg de bacalhau salgado
100 g de molho de tomate
800 g de batatas descascadas e em fatias
1 pimentão cortado em tiras
2 cebolas grandes fatiadas
2 dentes de alho picadinhos
2 tomates maduros fatiados
100 g de azeitonas pretas sem caroço
3 ovos cozidos em rodelas
1 pitada de pimenta-do-reino (se gostar)
salsa picada
azeite para regar
sal a gosto
Deixe o bacalhau de molho de um dia para o outro, trocando a água pelo menos 3 vezes, desfie e reserve.
Em uma panela grande, coloque as batatas, cubra com água e cozinhe por cerca de 20 minutos, com a panela tampada. Escorra, corte as batatas em rodelas finas e reserve.
Doure o alho no azeite e refogue o bacalhau com o sal e a pimenta-do-reino, adicione o molho de tomate e adicione um pouco de água.
Em um refratário untado com azeite, faça camadas, começando com os tomates, depois a cebola, as batatas, o Bacalhau, os pimentões, as azeitonas e o cheiro-verde.
Repita o processo e finalize com os ingredientes que restarem.
Finalmente, distribua sobre a superfície as rodelas de ovo cozido, regue com o azeite de oliva e leve ao forno baixo (150°), pré-aquecido, por cerca de 1 hora ou até que os ingredientes estejam "al dente"
Sirva em seguida.
Sirva com arroz branco, salada verde e vinho
Abraços a todos e uma ótima semana!!!
Hoje (domingo), minha mãe, sogra, cunhada e concunhado vieram almoçar em minha casa, e resolvi fazer um bacalhau ao forno. Ficou muito bom!
Espero que gostem!
Bacalhau ao forno a moda do Leonardo1,0 kg de bacalhau salgado
100 g de molho de tomate
800 g de batatas descascadas e em fatias
1 pimentão cortado em tiras
2 cebolas grandes fatiadas
2 dentes de alho picadinhos
2 tomates maduros fatiados
100 g de azeitonas pretas sem caroço
3 ovos cozidos em rodelas
1 pitada de pimenta-do-reino (se gostar)
salsa picada
azeite para regar
sal a gosto
Deixe o bacalhau de molho de um dia para o outro, trocando a água pelo menos 3 vezes, desfie e reserve.
Em uma panela grande, coloque as batatas, cubra com água e cozinhe por cerca de 20 minutos, com a panela tampada. Escorra, corte as batatas em rodelas finas e reserve.Doure o alho no azeite e refogue o bacalhau com o sal e a pimenta-do-reino, adicione o molho de tomate e adicione um pouco de água.
Em um refratário untado com azeite, faça camadas, começando com os tomates, depois a cebola, as batatas, o Bacalhau, os pimentões, as azeitonas e o cheiro-verde.
Repita o processo e finalize com os ingredientes que restarem.
Finalmente, distribua sobre a superfície as rodelas de ovo cozido, regue com o azeite de oliva e leve ao forno baixo (150°), pré-aquecido, por cerca de 1 hora ou até que os ingredientes estejam "al dente"
Sirva em seguida.
Sirva com arroz branco, salada verde e vinho
Abraços a todos e uma ótima semana!!!
sexta-feira, 28 de março de 2014
O que comemos?
Boa noite a todos,
Ultimamente conheci algumas pessoas pelo Facebook que são candidatas ou já realizaram a Gastroplastia (redução de estomago), e todas elas sempre perguntam: "O que você consegue ou pode comer?"
E a minha resposta é sempre a mesma: "Consigo e como de tudo!"
Depois da gastroplastia, é logico que temos que moderar e muito as coisas que comemos, tanto em quantidade quanto em variedade. Eu tento ao máximo evitar comer embutidos (salsicha, presunto, mortadela, etc.), comidas pesadas, gordurosas, frituras, etc. Mas eu disse "evitar" e não "nunca mais comer".
Como de tudo, sempre em pouca quantidade, mas não por que faz algum mal relacionado a cirurgia, mas sim porque não quero engordar novamente.
Conversando hoje com uma amiga (a Jacqueline) da empresa em que trabalho, estávamos falando de alguns pratos culinários, ai veio a ideia, "por que não postar as coisas que cozinho com fotos e a receitas do que fiz?!"
Bom, não tenho formação pra isso, não sou chefe de cozinha, mas gosto muito de me arriscar, gosto de misturar sabores, inventar pratos, as vezes acerto, as vezes erro, mas eu tento!
O que vou postar aqui a partir de hoje, serão as minhas experiências na cozinha e conto com a ajuda de vocês, mandem sugestões de pratos, deem pitaco nas minhas receitas, mas lembro a vocês que serão sempre em pequenas porções, pois não comeremos muito! Hoje eu digo que eu não como mais pra encher a barriga e sim pra degustar, e sem dúvida, degustar é muito melhor!!!!
Dúvidas e sugestões enviem para leo.rpmoreira@gmail.com
Pra começar, vou postar um dos pratos que mais gosto:
1 kg de pescoço de peru
1 cebola grande cortada em rodelas
1 cenoura grande em rodelas
3 batatas grandes em cubos ou rodelas
Salsa e cebolinha a gosto
5 dentes de alho
Sal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto
Em uma panela de pressão grande frite os pescoços de peru com o alho e pimenta-do-reino.
Vai soltar água, coloque mais 2 copos de água e coloque na pressão.
Após pegar pressão espere 20 minutos.
Retire da pressão com o fogo aceso, acrescente a cebola, a batata e a cenoura, veja no caldo se está bom de sal.
Se a carne estiver soltando do osso apenas cozinhe mais um pouco, até o caldo engrossar.
Se estiver durinha coloque mais na pressão.
Acrescente a salsa e a cebolinha e sirva.
Rende 5 porções.
Fica ótimo acompanhado de uma cerveja bem gelada e rodeado de pessoas legais para degustar o prato.
![]() |
| Acho que cozinhou um pouco demais! |
Abraço a Todos!!!!!!
terça-feira, 25 de março de 2014
"Notícia" - Você sabe a quantidade de açúcar que tem nos achocolatados em pó?
"O açúcar está no topo da pirâmide alimentar o que significa que seu consumo deve ser reduzido. Uma colher de chocolate em pó pode atingir o limite diário de consumo de açúcar de uma criança."
Não é segredo. A informação está na embalagem e a constatação no fundo do copo. Quem nunca terminou de tomar um leite com achocolatado e notou a sobra de açúcar? Mas será que o consumidor tem a exata noção do excesso de sacarose nesse produto alimentício? Em tempos de redes sociais, nada é perdoado. E com o avanço da obesidade entre crianças e adolescentes brasileiros, a mobilização também é crescente. O movimento Infância Livre de Consumismo publicou na internet imagens que desvendam a quantidade de açúcar presente no alimento e assustou muita gente.
Resultado da pesquisa 'Marcas Líderes de Vendas Nielsen/SuperHiper' da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) de 2014 revela que o Nescau/Nestlé é o mais vendido seguido do Toddy/Pepsico. Na sequência, aparecem o Ovomaltine/AB Foods, Nesquik/Nestlé e Santa Amália/Santa Amália. Seguindo o critério de marcas mais vendidas no Brasil, o Saúde Plena mostra a quantidade de açúcar presente em cada um dos produtos da categoria achocolatados.
Para se ter uma ideia, 75% da embalagem de Nescau e 90% da embalagem do Toddy são de açúcares. Veja gráfico:
A escolha de alimentos é livre e nenhum especialista em criança quer cercear esse direito. O que se faz necessário em tempos de epidemia de obesidade, como vem alertado a Organização Mundial de Saúde (OMS), é informação para que a decisão seja consciente. A nutricionista Cláudia Guimarães, que trabalha com educação e reeducação alimentar há 18 anos, faz um primeiro alerta: “Assim como o café, o achocolatado também diminui a absorção do cálcio”. Para ela, a presença desse pó nas mamadeiras e copos de meninos e meninas é um hábito familiar que vem sido passado de geração a geração. Além disso, funciona, em muitas situações, como um facilitador para que a criança tome o leite “exatamente pelo sabor bastante adocicado”, diz Cláudia. A nutricionista sequer considera o produto industrializado como um alimento. “É algo que dá sabor, mas como tem indicação de energia, as pessoas acham que é bom. Mas qual energia? O açúcar simples que está no topo da pirâmide alimentar”, responde a própria especialista.
Pirâmide alimentar é um gráfico que distribui os grupos alimentares e as proporções que cada um deles deve ser ingerido e serve como um roteiro para uma alimentação saudável. “O açúcar está no topo e o espaço desse topo é reduzido. Isso quer dizer que o consumo deve ser reduzido”, explica Cláudia.
Nutricionista especializada em pediatria, Karine Durães concorda. “O achocolatado é dispensável por conta do excesso de açúcar. A sacarose ou o açúcar branco não são necessários na vida da criança. Esse carboidrato simples, de alto índice glicêmico, não tem nutrientes. O ideal é que esse carboidrato viesse de outras fontes como cereais, tubérculos e frutas”, recomenda. A especialista lembra ainda que o excesso de consumo de açúcar predispõe a criança a doenças crônicas como diabetes, colesterol alto e obesidade. “Para proteger a criança, o consumo de açúcar deve ser limitado. Acontece que uma colher de achocolatado muitas vezes já é o máximo de açúcar que a criança deve consumir durante o dia”, explica. Para piorar, de acordo com ela, o açúcar está presente também em outros alimentos consumidos diariamente pelos pequenos como bisnaguinhas, biscoitos, doces, alguns molhos de tomate, sucos industrializados. Ou seja, em apenas uma refeição como o café da manhã, por exemplo, é muito provável que meninos e meninas estejam ingerindo açúcar em porções superiores às que precisam.
Karine observa, no entanto, que algum açúcar pode sim, ser consumido por crianças maiores de 2 anos. “Mas é necessário escolher o açúcar que essa criança irá consumir. Se optar por tomar achocolatado uma vez ao dia, não cabe mais açúcar na dieta dessa criança. A pirâmide alimentar infantil sugere até uma porção ao dia, que representa uma colher de açúcar refinado”, reforça.
Cláudia Guimarães acredita que a facilidade pode ser também uma das razões para as famílias optarem pelo achocolatado no leite das crianças. “Pensar a saúde da criança significa ir além da praticidade. Será que esse pai ou essa mãe pararam para pensar ou estão repetindo um hábito? Nutricionalmente, o achocolatado não é interessante por causa da quantidade de açúcar. Além disso, as crianças ficam habituadas a sabores muito doces”, alerta.
Vice-presidente do Comitê de Nutrologia da Sociedade Mineira de Pediatra, Joel Alves Lamounier explica que o gosto adocicado é algo que o ser humano tem mais predileção. “Nossa cultura valoriza muito o açúcar. O costume de alimentos muito adocicados é um hábito e deveria ser combatido desde a infância. Mas para que isso aconteça, precisa-se também da ajuda dos pais em mudar os seus próprios hábitos e reduzir a quantidade de alimentos doces ou de açúcar nos alimentos”, diz. Para ele, a informação seria uma das formas para provocar mudanças.
O pediatra afirma que os achocolatados não são exclusividade do cardápio das crianças. “As características sensoriais e nutricionais do produto, assim como a conveniência e praticidade, fazem com que o alimento seja bem aceito”, pondera. Lamounier ressalta, entretanto que “na apresentação mais simples, o achocolatado contém cerca de 70% de sacarose ou de outros açúcares e cerca de 30% de cacau em pó. Outros ingredientes típicos usados na formulação de achocolatados comerciais incluem extrato de malte, açúcar e glicose, vitaminas e sais minerais como suplementos. A fortificação de achocolatados com sais de ferro vem sendo realizada com o intuito de diminuir o índice de anemia. Eles são consumidos por pessoas de todas as idades e no rótulo dos produtos estão descritas as quantidades dos nutrientes que compõem os achocolatados”, alerta.
No caso específico das crianças, o especialista aponta o impacto do excesso de açúcar na alimentação de meninos e meninas. “Podemos começar pelas cáries dentárias, fato já bastante comprovado. O excesso de açúcar pode levar ao excesso de peso, pois no metabolismo se transforma em gordura”, enumera. Além disso, o pediatra reforça que o consumo exagerado açúcar pode desencadear o diabetes. “Neste caso, cuidado maior devem ser tomados em casos de história de diabetes na família”, fala.
Quero mudar
A mudança de hábito alimentar não é uma tarefa fácil. Se não é para os adultos, imagine para os pequenos. Culinarista infantil, estudante de gastronomia e mãe de Eduardo, de 3 anos, Thais Ventura é autora do blog ‘As delícias do Dudu’. Foi um texto dela que gerou a mobilização do Infância Livre de Consumismo para alertar pais e mães sobre a quantidade de açúcar presente nos achocolatados. Ela acredita que muitas famílias têm no leite o refúgio da boa alimentação infantil, mas lembra que existem crianças com alergia ao alimento que crescem saudáveis. “O leite não pode ser o principal alimento de uma criança depois de um ano de idade. O cálcio é um nutriente que não pode faltar para a criança, mas existe uma infinidade de alimentos que podem suprir essa necessidade diária”.
Uma dica que ela dá para os casos das crianças que já se acostumaram com o leite com o chocolate em pó é tentar o caminho reverso. “A família pode começar com o cacau em pó para manter a cor da bebida e acrescentar açúcar mascavo. Com o tempo, vai diminuindo a quantidade de açúcar até que o paladar da criança se acostume”, indica.
Cláudia Guimarães sugere o leite batido com fruta. “É rico em fibra e sais minerais”, afirma. A nutricionista diz que os pais podem começar com uma brincadeira associando a cor da fruta com o resultado do leite batido para entusiasmar meninos e meninas para a mudança.
O pediatra Joel Alves Lamounier afirma que o leite é uma das melhores fontes de cálcio que a criança tem na alimentação. “Sua importância está principalmente na formação de ossos e dentes, além de outras funções no organismo”.
Outras fontes de cálcio
Vale lembrar ainda que o leite não é o único alimento rico em cálcio. “Iogurtes, queijos, algumas verduras verde-escuras, gergelim, coentro, peixes, crustáceos e bebidas vegetais fortificadas também são ricos em cálcio”, enumera Karine Durães.
Lamounier cita o brócolis, espinafre, agrião. Entre os peixes, salmão, bacalhau e sardinha também são ricos em cálcio, além dos cereais e dos próprios derivados de leite. “É importante lembrar que a vitamina D exerce papel fundamental na fixação do cálcio nos tecidos duros e a principal fonte de vitamina D é o sol, pelo menos 15 minutos diariamente. Mas alimentos como ovos, óleos vegetais, manteiga e vísceras animais também contêm a vitamina. A absorção do cálcio pode ser prejudicada pela presença de fibras na dieta e deve ser evitado cafeína e proteína em excesso”, completa.
Segundo o pediatra, a Academia Americana de Pediatria passou a recomendar maiores quantidades de cálcio de acordo com as faixas etárias (veja tabela). “É importante lembrar também que o cálcio está relacionado com a osteoporose, e, portanto, a preocupação de uma boa ingestão desse nutriente na alimentação”, informa.
O Ministério da Saúde recomenda o consumo de 1.000 miligramas de cálcio ao dia para adultos e de 700 miligramas para crianças de 7 a 10 anos, segundo Lamounier. Para as mulheres que já passaram pela menopausa, o consumo deve ser de 1.300 miligramas por dia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “A ingestão do mineral também deve ser aumentada no crescimento, durante a gravidez e no período da lactação”, diz o especialista.
Atenção na hora de escolher o leite
Outra preocupação que as famílias precisam ter é na hora de escolher o leite. “Sugiro o consumo de leite tipo A, que tem uma cadeia de processo mais controlada, portanto, mais passível de ser livre de contaminação”, indica Karine Durães. Cláudia Guimarães recomenda também o leite de soja suplementado.
E uma última dica: trocar o leite com achocolatado por iogurte de morango não resolve. “Iogurtes prontos já são adoçados. O ideal é o iogurte natural batido com fruta”, afirma Karina Durães. Além disso, Cláudia Guimarães reforça que o iogurte de boa qualidade que tem lactobacilos ajuda ainda a equilibrar a flora intestinal.
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/03/25/noticia_saudeplena,147978/voce-sabe-a-quantidade-de-acucar-que-tem-nos-achocolatados-em-po.shtml
Valéria Mendes - Saúde PlenaPublicação:25/03/2014 09:00 Atualização:24/03/2014 15:23
Não é segredo. A informação está na embalagem e a constatação no fundo do copo. Quem nunca terminou de tomar um leite com achocolatado e notou a sobra de açúcar? Mas será que o consumidor tem a exata noção do excesso de sacarose nesse produto alimentício? Em tempos de redes sociais, nada é perdoado. E com o avanço da obesidade entre crianças e adolescentes brasileiros, a mobilização também é crescente. O movimento Infância Livre de Consumismo publicou na internet imagens que desvendam a quantidade de açúcar presente no alimento e assustou muita gente.
Resultado da pesquisa 'Marcas Líderes de Vendas Nielsen/SuperHiper' da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) de 2014 revela que o Nescau/Nestlé é o mais vendido seguido do Toddy/Pepsico. Na sequência, aparecem o Ovomaltine/AB Foods, Nesquik/Nestlé e Santa Amália/Santa Amália. Seguindo o critério de marcas mais vendidas no Brasil, o Saúde Plena mostra a quantidade de açúcar presente em cada um dos produtos da categoria achocolatados.
Para se ter uma ideia, 75% da embalagem de Nescau e 90% da embalagem do Toddy são de açúcares. Veja gráfico:
A escolha de alimentos é livre e nenhum especialista em criança quer cercear esse direito. O que se faz necessário em tempos de epidemia de obesidade, como vem alertado a Organização Mundial de Saúde (OMS), é informação para que a decisão seja consciente. A nutricionista Cláudia Guimarães, que trabalha com educação e reeducação alimentar há 18 anos, faz um primeiro alerta: “Assim como o café, o achocolatado também diminui a absorção do cálcio”. Para ela, a presença desse pó nas mamadeiras e copos de meninos e meninas é um hábito familiar que vem sido passado de geração a geração. Além disso, funciona, em muitas situações, como um facilitador para que a criança tome o leite “exatamente pelo sabor bastante adocicado”, diz Cláudia. A nutricionista sequer considera o produto industrializado como um alimento. “É algo que dá sabor, mas como tem indicação de energia, as pessoas acham que é bom. Mas qual energia? O açúcar simples que está no topo da pirâmide alimentar”, responde a própria especialista.
Pirâmide alimentar é um gráfico que distribui os grupos alimentares e as proporções que cada um deles deve ser ingerido e serve como um roteiro para uma alimentação saudável. “O açúcar está no topo e o espaço desse topo é reduzido. Isso quer dizer que o consumo deve ser reduzido”, explica Cláudia.
Nutricionista especializada em pediatria, Karine Durães concorda. “O achocolatado é dispensável por conta do excesso de açúcar. A sacarose ou o açúcar branco não são necessários na vida da criança. Esse carboidrato simples, de alto índice glicêmico, não tem nutrientes. O ideal é que esse carboidrato viesse de outras fontes como cereais, tubérculos e frutas”, recomenda. A especialista lembra ainda que o excesso de consumo de açúcar predispõe a criança a doenças crônicas como diabetes, colesterol alto e obesidade. “Para proteger a criança, o consumo de açúcar deve ser limitado. Acontece que uma colher de achocolatado muitas vezes já é o máximo de açúcar que a criança deve consumir durante o dia”, explica. Para piorar, de acordo com ela, o açúcar está presente também em outros alimentos consumidos diariamente pelos pequenos como bisnaguinhas, biscoitos, doces, alguns molhos de tomate, sucos industrializados. Ou seja, em apenas uma refeição como o café da manhã, por exemplo, é muito provável que meninos e meninas estejam ingerindo açúcar em porções superiores às que precisam.
Karine observa, no entanto, que algum açúcar pode sim, ser consumido por crianças maiores de 2 anos. “Mas é necessário escolher o açúcar que essa criança irá consumir. Se optar por tomar achocolatado uma vez ao dia, não cabe mais açúcar na dieta dessa criança. A pirâmide alimentar infantil sugere até uma porção ao dia, que representa uma colher de açúcar refinado”, reforça.
Cláudia Guimarães acredita que a facilidade pode ser também uma das razões para as famílias optarem pelo achocolatado no leite das crianças. “Pensar a saúde da criança significa ir além da praticidade. Será que esse pai ou essa mãe pararam para pensar ou estão repetindo um hábito? Nutricionalmente, o achocolatado não é interessante por causa da quantidade de açúcar. Além disso, as crianças ficam habituadas a sabores muito doces”, alerta.
Vice-presidente do Comitê de Nutrologia da Sociedade Mineira de Pediatra, Joel Alves Lamounier explica que o gosto adocicado é algo que o ser humano tem mais predileção. “Nossa cultura valoriza muito o açúcar. O costume de alimentos muito adocicados é um hábito e deveria ser combatido desde a infância. Mas para que isso aconteça, precisa-se também da ajuda dos pais em mudar os seus próprios hábitos e reduzir a quantidade de alimentos doces ou de açúcar nos alimentos”, diz. Para ele, a informação seria uma das formas para provocar mudanças.
O pediatra afirma que os achocolatados não são exclusividade do cardápio das crianças. “As características sensoriais e nutricionais do produto, assim como a conveniência e praticidade, fazem com que o alimento seja bem aceito”, pondera. Lamounier ressalta, entretanto que “na apresentação mais simples, o achocolatado contém cerca de 70% de sacarose ou de outros açúcares e cerca de 30% de cacau em pó. Outros ingredientes típicos usados na formulação de achocolatados comerciais incluem extrato de malte, açúcar e glicose, vitaminas e sais minerais como suplementos. A fortificação de achocolatados com sais de ferro vem sendo realizada com o intuito de diminuir o índice de anemia. Eles são consumidos por pessoas de todas as idades e no rótulo dos produtos estão descritas as quantidades dos nutrientes que compõem os achocolatados”, alerta.
No caso específico das crianças, o especialista aponta o impacto do excesso de açúcar na alimentação de meninos e meninas. “Podemos começar pelas cáries dentárias, fato já bastante comprovado. O excesso de açúcar pode levar ao excesso de peso, pois no metabolismo se transforma em gordura”, enumera. Além disso, o pediatra reforça que o consumo exagerado açúcar pode desencadear o diabetes. “Neste caso, cuidado maior devem ser tomados em casos de história de diabetes na família”, fala.
Quero mudar
A mudança de hábito alimentar não é uma tarefa fácil. Se não é para os adultos, imagine para os pequenos. Culinarista infantil, estudante de gastronomia e mãe de Eduardo, de 3 anos, Thais Ventura é autora do blog ‘As delícias do Dudu’. Foi um texto dela que gerou a mobilização do Infância Livre de Consumismo para alertar pais e mães sobre a quantidade de açúcar presente nos achocolatados. Ela acredita que muitas famílias têm no leite o refúgio da boa alimentação infantil, mas lembra que existem crianças com alergia ao alimento que crescem saudáveis. “O leite não pode ser o principal alimento de uma criança depois de um ano de idade. O cálcio é um nutriente que não pode faltar para a criança, mas existe uma infinidade de alimentos que podem suprir essa necessidade diária”.
Uma dica que ela dá para os casos das crianças que já se acostumaram com o leite com o chocolate em pó é tentar o caminho reverso. “A família pode começar com o cacau em pó para manter a cor da bebida e acrescentar açúcar mascavo. Com o tempo, vai diminuindo a quantidade de açúcar até que o paladar da criança se acostume”, indica.
Cláudia Guimarães sugere o leite batido com fruta. “É rico em fibra e sais minerais”, afirma. A nutricionista diz que os pais podem começar com uma brincadeira associando a cor da fruta com o resultado do leite batido para entusiasmar meninos e meninas para a mudança.
O pediatra Joel Alves Lamounier afirma que o leite é uma das melhores fontes de cálcio que a criança tem na alimentação. “Sua importância está principalmente na formação de ossos e dentes, além de outras funções no organismo”.
Outras fontes de cálcio
Vale lembrar ainda que o leite não é o único alimento rico em cálcio. “Iogurtes, queijos, algumas verduras verde-escuras, gergelim, coentro, peixes, crustáceos e bebidas vegetais fortificadas também são ricos em cálcio”, enumera Karine Durães.
Lamounier cita o brócolis, espinafre, agrião. Entre os peixes, salmão, bacalhau e sardinha também são ricos em cálcio, além dos cereais e dos próprios derivados de leite. “É importante lembrar que a vitamina D exerce papel fundamental na fixação do cálcio nos tecidos duros e a principal fonte de vitamina D é o sol, pelo menos 15 minutos diariamente. Mas alimentos como ovos, óleos vegetais, manteiga e vísceras animais também contêm a vitamina. A absorção do cálcio pode ser prejudicada pela presença de fibras na dieta e deve ser evitado cafeína e proteína em excesso”, completa.
Segundo o pediatra, a Academia Americana de Pediatria passou a recomendar maiores quantidades de cálcio de acordo com as faixas etárias (veja tabela). “É importante lembrar também que o cálcio está relacionado com a osteoporose, e, portanto, a preocupação de uma boa ingestão desse nutriente na alimentação”, informa.
O Ministério da Saúde recomenda o consumo de 1.000 miligramas de cálcio ao dia para adultos e de 700 miligramas para crianças de 7 a 10 anos, segundo Lamounier. Para as mulheres que já passaram pela menopausa, o consumo deve ser de 1.300 miligramas por dia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “A ingestão do mineral também deve ser aumentada no crescimento, durante a gravidez e no período da lactação”, diz o especialista.
Atenção na hora de escolher o leite
Outra preocupação que as famílias precisam ter é na hora de escolher o leite. “Sugiro o consumo de leite tipo A, que tem uma cadeia de processo mais controlada, portanto, mais passível de ser livre de contaminação”, indica Karine Durães. Cláudia Guimarães recomenda também o leite de soja suplementado.
E uma última dica: trocar o leite com achocolatado por iogurte de morango não resolve. “Iogurtes prontos já são adoçados. O ideal é o iogurte natural batido com fruta”, afirma Karina Durães. Além disso, Cláudia Guimarães reforça que o iogurte de boa qualidade que tem lactobacilos ajuda ainda a equilibrar a flora intestinal.
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/03/25/noticia_saudeplena,147978/voce-sabe-a-quantidade-de-acucar-que-tem-nos-achocolatados-em-po.shtml
Valéria Mendes - Saúde PlenaPublicação:25/03/2014 09:00 Atualização:24/03/2014 15:23
domingo, 23 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
"Notícia" - Cirurgia bariátrica é último recurso para tratamento da obesidade
"Cirurgia bariátrica integra um complexo tratamento para amenizar o sofrimento causado pela obesidade, mas é o último passo a ser dado. Acompanhamento pós-operação é um problema: muitos pacientes, ao emagrecer, abandonam as consultas e engordam"
Quando todos os tratamentos clínicos, como o acompanhamento de psicólogos, psiquiatras, nutricionistas, nutrólogos e endocrinologistas, não dão certo, ou seja, não auxiliam uma pessoa que tem obesidade severa a perder peso, o último caminho é a cirurgia. É aí que começa outro calvário para muitos pacientes. Há no Brasil, de acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), 8 milhões de brasileiros com indicação para a cirurgia de redução de estômago. No ano passado, foram feitos 80 mil procedimentos cirúrgicos, desses 10% via Sistema Único de Saúde (SUS). O número é considerado muito alto. “A obesidade só aumenta e as cirurgias não são tão simples. Por isso é tão importante a prevenção”, comenta o presidente da SBCBM, Almino Ramos.
De acordo com dados recentes da entidade, o estado que menos fez cirurgia de redução no estômago pelo SUS até setembro foi a Paraíba, com apenas um paciente operado. Por outro lado, o campeão de procedimentos foi o Paraná, com 2.318. Em Minas Gerais, foram feitas 159 (veja quadro). Segundo avaliação de Almino, com os 8 milhões de brasileiros obesos esperando para entrar no bloco cirúrgico, não é fácil para o SUS absorver tudo isso. “Em alguns centros para o procedimento a espera é de meses, mas em outros pode chegar a anos. Há quem morra na fila”, reconhece.
Várias pessoas com o grau mais severo da doença, o 3, ouvidas pelo Estado de Minas na série “Muito além
do peso”, que começou no domingo e termina hoje, estão à espera da intervenção cirúrgica e dizem que, só assim, acreditam que poderão ter uma vida novamente. A maioria já está na fila do SUS há mais de 10 anos e conta que, à medida que o tempo passa, ganha mais peso, perdendo as esperanças de ser atendida. Os especialistas apontam vantagens no procedimento, mas alertam que, se não houver acompanhamento clínico completo depois da cirurgia, é provável que o obeso volte a ter o peso que tinha antes. Para ter ideia desse risco, de acordo com dados da SBCBM, de 10% a 12% dos operados não emagrecem. “A intervenção cirúrgica está dentro de um programa de emagrecimento, de reeducação alimentar”, avisa Almino.
De acordo com ele, não é todo obeso com grau 3 que tem a cirurgia indicada. O primeiro tratamento de uma pessoa nessas condições é o procedimento clínico, com reeducação alimentar, psicólogo, psiquiatra, atividades físicas e, em muitos casos, medicação. “Se essa pessoa não conseguir e tiver problemas de saúde, como diabetes ou hipertensão, a cirurgia é indicada. Mas é importante que todos saibam que o método é uma ponta do tratamento, não é para emagrecer, é para tratar das doenças”, avisa Almino.
A cirurgia representa, segundo a entidade, 50% do resultado do tratamento da obesidade e a promessa é da perda de 30% a 40% do peso. Existem vários tipos de cirurgia (veja quadro), mas, de acordo com Almino, eles são reduzidos basicamente a dois: redução de estômago e outros procedimentos, que, além do estômago, intervêm no intestino. As mais modernas chegam a custar de R$ 20 mil a R$ 50 mil. Atualmente, de acordo com Almino Ramos, os planos de saúde têm feito a cobertura do procedimento quando o paciente recebe a indicação para operar. Mas, antes de entrar para o bloco cirúrgico, há uma preparação para que a cirurgia ocorra.
FANTASIA
No Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG), em Belo Horizonte, antes da cirurgia, o paciente passa por vários atendimentos. Segundo conta Emma Castro, psicóloga, psicanalista e professora do Departamento de Psicologia da UFMG, de tanto esperar pelo método, muitos obesos chegam para o procedimento estressados. A cirurgia no HC/UFMG é feita desde 1994 e, segundo Emma, nos últimos anos tem aumentado a quantidade de operados. “Os pacientes são encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde de cada cidade. São, geralmente, 60 obesos atendidos no ambulatório por mês”, conta.
A primeira medida da equipe multidisciplinar é trabalhar a fantasia que há em relação à cirurgia. “Muitos enxergam que, com o método, a vida dele vai mudar completamente. Nosso trabalho psicológico é trabalhar exatamente isso. Aqueles que desejam um corpo de Barbie não vão ter. O mais importante nessa abordagem é eles se colocarem no lugar de si mesmos. O que vai mudar é que, em vez de ter 190 quilos, terá 70. O mundo não vai mudar”, comenta a professora, acrescentando que, se a pessoa cria uma expectativa muito grande para a operação e depois vê que nada daquilo que ela esperava aconteceu, corre o risco de passar a compulsão da comida para alguma outra coisa ou até mesmo burlar a cirurgia e voltar a comer. “Depois que você perde 70 quilos, por exemplo, seu corpo não é mais devagar. Se antes, você tinha uma resposta pronta para não ir a determinado lugar, porque não conseguia, isso vai mudar. Você passa a ter um corpo de possibilidades, de trabalho, vida sexual ativa. Será que esse obeso quer mesmo isso?”, questiona. Por essa e muitas outras questões que o preparo antes da cirurgia, segundo Emma, é fundamental para o tratamento da obesidade.
O grande problema é o pós-cirúrgico. “Na área psicológica, a gente só libera o paciente para o procedimento quando ele está apostando em si mesmo. Mas muitos não aparecem no tratamento, que deve continuar, ele não termina quando é feita a cirurgia”, comenta. “Como acham que estão bem, porque estão emagrecendo, demoram três anos para voltar a nos procurar e, quando procuram, muitos estão acima do peso novamente”, acrescenta.
O que é
A cirurgia bariátrica e metabólica – também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago – reúne técnicas com respaldo científico destinadas ao tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele. O conceito metabólico foi incorporado há cerca de seis anos pela importância que a cirurgia adquiriu no tratamento de doenças causadas, agravadas ou cujo tratamento/controle é dificultado pelo excesso de peso ou facilitado pela perda de peso – como o diabetes e a hipertensão –, também chamadas de comorbidades.
Retorno é essencial
O problema não é particularidade dos pacientes do Sistema Único de Saúde. De acordo com o diretor técnico do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia, René Berindoague, os operados do sistema privado cometem o mesmo erro. Em Belo Horizonte, são feitas cerca de 30 operações de redução gástricas por dia. “No ano passado, o Hospital Life Center, na capital, esteve entre os cinco que mais operaram casos de obesidade no Brasil”, destaca Berindoague. Segundo ele, o grande problema está no retorno dos pacientes.
“A cirurgia é o maior passo que o paciente pode dar, mas ele é parte de um tratamento. Depois da cirurgia, as pessoas têm que seguir as visitas agendadas pela nossa equipe. Muitas vezes, essas consultas são trimestrais, com psicólogos, nutricionistas e outras especialidades. Mas muitos pacientes do interior não voltam; às vezes, chegam a vir apenas uma vez no ano. Cerca de 70% dos pacientes que não retornam às consultas das equipes voltam a ganhar peso”, acrescenta, referendando o mesmo cenário vivido no Hospital das Clínicas da UFMG.
Luciane Evans
Publicação:19/02/2014
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/02/19/noticia_saudeplena,147638/cirurgia-bariatrica-e-ultimo-recurso-para-tratamento-da-obesidade.shtml
Quando todos os tratamentos clínicos, como o acompanhamento de psicólogos, psiquiatras, nutricionistas, nutrólogos e endocrinologistas, não dão certo, ou seja, não auxiliam uma pessoa que tem obesidade severa a perder peso, o último caminho é a cirurgia. É aí que começa outro calvário para muitos pacientes. Há no Brasil, de acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), 8 milhões de brasileiros com indicação para a cirurgia de redução de estômago. No ano passado, foram feitos 80 mil procedimentos cirúrgicos, desses 10% via Sistema Único de Saúde (SUS). O número é considerado muito alto. “A obesidade só aumenta e as cirurgias não são tão simples. Por isso é tão importante a prevenção”, comenta o presidente da SBCBM, Almino Ramos.
De acordo com dados recentes da entidade, o estado que menos fez cirurgia de redução no estômago pelo SUS até setembro foi a Paraíba, com apenas um paciente operado. Por outro lado, o campeão de procedimentos foi o Paraná, com 2.318. Em Minas Gerais, foram feitas 159 (veja quadro). Segundo avaliação de Almino, com os 8 milhões de brasileiros obesos esperando para entrar no bloco cirúrgico, não é fácil para o SUS absorver tudo isso. “Em alguns centros para o procedimento a espera é de meses, mas em outros pode chegar a anos. Há quem morra na fila”, reconhece.
Várias pessoas com o grau mais severo da doença, o 3, ouvidas pelo Estado de Minas na série “Muito além
do peso”, que começou no domingo e termina hoje, estão à espera da intervenção cirúrgica e dizem que, só assim, acreditam que poderão ter uma vida novamente. A maioria já está na fila do SUS há mais de 10 anos e conta que, à medida que o tempo passa, ganha mais peso, perdendo as esperanças de ser atendida. Os especialistas apontam vantagens no procedimento, mas alertam que, se não houver acompanhamento clínico completo depois da cirurgia, é provável que o obeso volte a ter o peso que tinha antes. Para ter ideia desse risco, de acordo com dados da SBCBM, de 10% a 12% dos operados não emagrecem. “A intervenção cirúrgica está dentro de um programa de emagrecimento, de reeducação alimentar”, avisa Almino.
De acordo com ele, não é todo obeso com grau 3 que tem a cirurgia indicada. O primeiro tratamento de uma pessoa nessas condições é o procedimento clínico, com reeducação alimentar, psicólogo, psiquiatra, atividades físicas e, em muitos casos, medicação. “Se essa pessoa não conseguir e tiver problemas de saúde, como diabetes ou hipertensão, a cirurgia é indicada. Mas é importante que todos saibam que o método é uma ponta do tratamento, não é para emagrecer, é para tratar das doenças”, avisa Almino.
A cirurgia representa, segundo a entidade, 50% do resultado do tratamento da obesidade e a promessa é da perda de 30% a 40% do peso. Existem vários tipos de cirurgia (veja quadro), mas, de acordo com Almino, eles são reduzidos basicamente a dois: redução de estômago e outros procedimentos, que, além do estômago, intervêm no intestino. As mais modernas chegam a custar de R$ 20 mil a R$ 50 mil. Atualmente, de acordo com Almino Ramos, os planos de saúde têm feito a cobertura do procedimento quando o paciente recebe a indicação para operar. Mas, antes de entrar para o bloco cirúrgico, há uma preparação para que a cirurgia ocorra.
FANTASIA
No Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG), em Belo Horizonte, antes da cirurgia, o paciente passa por vários atendimentos. Segundo conta Emma Castro, psicóloga, psicanalista e professora do Departamento de Psicologia da UFMG, de tanto esperar pelo método, muitos obesos chegam para o procedimento estressados. A cirurgia no HC/UFMG é feita desde 1994 e, segundo Emma, nos últimos anos tem aumentado a quantidade de operados. “Os pacientes são encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde de cada cidade. São, geralmente, 60 obesos atendidos no ambulatório por mês”, conta.
A primeira medida da equipe multidisciplinar é trabalhar a fantasia que há em relação à cirurgia. “Muitos enxergam que, com o método, a vida dele vai mudar completamente. Nosso trabalho psicológico é trabalhar exatamente isso. Aqueles que desejam um corpo de Barbie não vão ter. O mais importante nessa abordagem é eles se colocarem no lugar de si mesmos. O que vai mudar é que, em vez de ter 190 quilos, terá 70. O mundo não vai mudar”, comenta a professora, acrescentando que, se a pessoa cria uma expectativa muito grande para a operação e depois vê que nada daquilo que ela esperava aconteceu, corre o risco de passar a compulsão da comida para alguma outra coisa ou até mesmo burlar a cirurgia e voltar a comer. “Depois que você perde 70 quilos, por exemplo, seu corpo não é mais devagar. Se antes, você tinha uma resposta pronta para não ir a determinado lugar, porque não conseguia, isso vai mudar. Você passa a ter um corpo de possibilidades, de trabalho, vida sexual ativa. Será que esse obeso quer mesmo isso?”, questiona. Por essa e muitas outras questões que o preparo antes da cirurgia, segundo Emma, é fundamental para o tratamento da obesidade.
O grande problema é o pós-cirúrgico. “Na área psicológica, a gente só libera o paciente para o procedimento quando ele está apostando em si mesmo. Mas muitos não aparecem no tratamento, que deve continuar, ele não termina quando é feita a cirurgia”, comenta. “Como acham que estão bem, porque estão emagrecendo, demoram três anos para voltar a nos procurar e, quando procuram, muitos estão acima do peso novamente”, acrescenta.
O que é
A cirurgia bariátrica e metabólica – também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago – reúne técnicas com respaldo científico destinadas ao tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele. O conceito metabólico foi incorporado há cerca de seis anos pela importância que a cirurgia adquiriu no tratamento de doenças causadas, agravadas ou cujo tratamento/controle é dificultado pelo excesso de peso ou facilitado pela perda de peso – como o diabetes e a hipertensão –, também chamadas de comorbidades.
Retorno é essencial
O problema não é particularidade dos pacientes do Sistema Único de Saúde. De acordo com o diretor técnico do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia, René Berindoague, os operados do sistema privado cometem o mesmo erro. Em Belo Horizonte, são feitas cerca de 30 operações de redução gástricas por dia. “No ano passado, o Hospital Life Center, na capital, esteve entre os cinco que mais operaram casos de obesidade no Brasil”, destaca Berindoague. Segundo ele, o grande problema está no retorno dos pacientes.
“A cirurgia é o maior passo que o paciente pode dar, mas ele é parte de um tratamento. Depois da cirurgia, as pessoas têm que seguir as visitas agendadas pela nossa equipe. Muitas vezes, essas consultas são trimestrais, com psicólogos, nutricionistas e outras especialidades. Mas muitos pacientes do interior não voltam; às vezes, chegam a vir apenas uma vez no ano. Cerca de 70% dos pacientes que não retornam às consultas das equipes voltam a ganhar peso”, acrescenta, referendando o mesmo cenário vivido no Hospital das Clínicas da UFMG.
Luciane Evans
Publicação:19/02/2014
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/02/19/noticia_saudeplena,147638/cirurgia-bariatrica-e-ultimo-recurso-para-tratamento-da-obesidade.shtml
quinta-feira, 6 de março de 2014
"Notícia" - Cirurgia de redução de estômago pode levar ao alcoolismo, diz estudo
Cirurgias de redução do estômago e outros procedimentos usados como tratamento para a obesidade podem fazer com que os pacientes se tornem alcoólatras, dizem pesquisadores. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
Cientistas noruegueses estão prestes a começar um estudo com 30 pacientes que estão passando por tratamentos do tipo para avaliar se são capazes de mudar a reação do corpo com relação ao álcool. Eles suspeitam que este tipo de cirurgia pode alterar a química do organismo, fazendo com que o álcool pareça mais satisfatório e gratificante. Diversos pacientes já admitiram que passaram a beber consideravelmente mais após o procedimento e um estudo feito na América em 2012 sugeriu que este hábito pode dobrar o risco de alcoolismo.
Magnus Strommen, da St. Olav’s University, que está à frente do estudo, disse que algumas complicações relacionadas ao procedimento já são conhecidas, “mas o aumento do risco do desenvolvimento de alcoolismo nos pegou de surpresa”. “Parece que ela aumenta a disponibilidade do álcool no sangue. Além disso, normalmente uma concentração de álcool atinge seu pico em cerca de 30 minutos, mas, após a cirurgia, o auge pode ocorrer nos primeiros 5 ou 10 minutos”, observa. Ele afirma, ainda, que conheceu diversos pacientes que se tornaram alcoólatras após a cirurgia. “Eles não são mais obesos, mas têm que lidar com um problema novo e sério.”
O desvio gástrico, procedimento em que o estômago é reduzido e os pacientes se sentem saciados mais rapidamente, é um dos mais populares para combater a obesidade e cerca de 5.400 pessoas se submetem ao tratamento pelo Sistema Nacional de Saúde britânico por ano. Geralmente, os pacientes perdem cerca de metade ou dois terços do peso. No mês passado, pesquisadores do Imperial College London afirmaram que 2 bilhões de britânicos são obesos o suficiente para serem qualificados aptos à cirurgia. As pessoas mais propensas são mulheres aposentadas ou com qualificações educacionais e nível sócioeconônimo baixos.
Fonte: http://saude.terra.com.br/cirurgia-de-reducao-de-estomago-pode-levar-ao-alcoolismo-diz-estudo,c5b3cd7f57c14410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Uai...
Pois é...
Tudo ótimo com meu estômago, volto no Dr. Paulo de Tarso só daqui 6 meses.
Contudo fui agora em uma psiquiatra que me diagnósticou com "ANSIEDADE". To fud... mesmo. Pediu pra eu tomar um remédio. Vamos ver no que vai dar.
Abraços a todos!!!
Menos remédios
Boa tarde...
Ontem meu cardiologista cortou meus remédios pela metade. Agora é só uma vez ao dia.
Agora estou no consultório do Dr. Paulo de Tarso. Vamos ver o que ele vai pedir...
Abraços a todos.!!!
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Cardiologista
Boa tarde pessoal...
Estou no consultório do meu cardiologista e quem sabe hoje será suspenso o meu remédio para pressão?!?!
Abraço a todos!
sábado, 1 de fevereiro de 2014
"Notícia" - Conversa entre pacientes ajuda a resolver dúvidas sobre cirurgia bariátrica
"Questões sobre a indicação e a preparação para a cirurgia serão apresentadas em evento do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia neste sábado, em Belo Horizonte"
O número de cirurgias bariátricas feitas no Brasil aumentou quase 90% nos últimos cinco anos e chegou a 72 mil em 2012, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 6.029 foram feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda assim o país é o segundo que mais realiza esse tipo de cirurgia, atrás apenas dos Estados Unidos. Em Belo Horizonte, são realizadas cerca de 30 operações de redução gástrica por dia.
Para o presidente da SBCBM, Almino Ramos, a ampliação se deve ao maior conhecimento da população sobre o procedimento. Além disso, o SUS reduziu o limite de idade e pacientes com 16 anos já podem se candidatar a uma avaliação. A demanda por informações e as dúvidas sobre quem pode fazer a intervenção motivaram o Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia a realizar, neste sábado (1), a 'Reunião de Pacientes com Obesidade', de 9h às 11h, no Hospital Life Center ( Av. Contorno, 4747 - 20º andar – Serra).
Na reunião, profissionais da equipe multidisciplinar do Instituto e convidados fazem palestras nas áreas de psicologia, nutrição, endocrinologia e cirurgia. Participam do evento pacientes que foram operados de gastroplastia e aqueles que estão em preparação para a cirurgia, que não deve, no entanto, ser encarada como 'salvação'.
É consenso entre os especialistas que a intervenção deve ser a última alternativa. O paciente deve tentar primeiro a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos e os requisitos para se candidatar à operação incluem o Índice de Massa Corporal acima de 40 ou acima de 35, dependendo do caso, além de problemas associados ao excesso de peso, como diabetes, hipertensão e colesterol, por exemplo.
A pessoa interessada na intervenção – que oferece riscos como como infecções, tromboembolismo (entupimento de vasos sanguíneos), obstrução intestinal, hérnia no local do corte, abscessos (infecções internas) e pneumonia, entre outros – é avaliado em relação à sua capacidade de manter hábitos saudáveis depois do procedimento. Já na preparação, muitos candidatos devem perder cerca de 10% do peso, antes da cirurgia.
Dúvidas
No Brasil, há pelo menos três tipos de técnicas de cirurgia bariátrica aprovadas e a forma como o procedimento é feito também varia, podendo ser por abordagem aberta ou por videolaparoscopia, que é menos invasiva e mais confortável.
A analista de comércio exterior Ana Elisa Starling, 34, é uma das pacientes que procura mais informações sobre o tratamento e vai participar do encontro. “Já fiz todos os exames para avaliar meu quadro clínico. Agora vou saber mais sobre o pré e o pós-operatório e sobre a técnica em si”, explica.
Ana Elisa tem 1,65 m de altura e 120 kg, IMC de 44,1, configurando obesidade mórbida. Ela também sofre de pressão alta. “Meu peso descontrolou após a adolescência e, nos últimos três anos, aumentou muito. Tentei outros tratamentos, como o balão e todo tipo de dieta imaginada, mas não deram certo”, relata. De acordo com o cirurgião e diretor técnico do Instituto Mineiro, René Berindoague, a troca de experiências é um incentivo para iniciar e manter hábitos saudáveis, que fazem parte do tratamento. Para mais informações sobre o encontro que será realizado neste sábado na capital mineira, consulte o site www.institutodeobesidade.com.br
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/01/31/noticia_saudeplena,147378/encontro-de-pacientes-promove-troca-de-experiencias-sobre-cirurgia-bar.shtml
O número de cirurgias bariátricas feitas no Brasil aumentou quase 90% nos últimos cinco anos e chegou a 72 mil em 2012, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 6.029 foram feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda assim o país é o segundo que mais realiza esse tipo de cirurgia, atrás apenas dos Estados Unidos. Em Belo Horizonte, são realizadas cerca de 30 operações de redução gástrica por dia.
Para o presidente da SBCBM, Almino Ramos, a ampliação se deve ao maior conhecimento da população sobre o procedimento. Além disso, o SUS reduziu o limite de idade e pacientes com 16 anos já podem se candidatar a uma avaliação. A demanda por informações e as dúvidas sobre quem pode fazer a intervenção motivaram o Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia a realizar, neste sábado (1), a 'Reunião de Pacientes com Obesidade', de 9h às 11h, no Hospital Life Center ( Av. Contorno, 4747 - 20º andar – Serra).
Na reunião, profissionais da equipe multidisciplinar do Instituto e convidados fazem palestras nas áreas de psicologia, nutrição, endocrinologia e cirurgia. Participam do evento pacientes que foram operados de gastroplastia e aqueles que estão em preparação para a cirurgia, que não deve, no entanto, ser encarada como 'salvação'.
É consenso entre os especialistas que a intervenção deve ser a última alternativa. O paciente deve tentar primeiro a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos e os requisitos para se candidatar à operação incluem o Índice de Massa Corporal acima de 40 ou acima de 35, dependendo do caso, além de problemas associados ao excesso de peso, como diabetes, hipertensão e colesterol, por exemplo.
A pessoa interessada na intervenção – que oferece riscos como como infecções, tromboembolismo (entupimento de vasos sanguíneos), obstrução intestinal, hérnia no local do corte, abscessos (infecções internas) e pneumonia, entre outros – é avaliado em relação à sua capacidade de manter hábitos saudáveis depois do procedimento. Já na preparação, muitos candidatos devem perder cerca de 10% do peso, antes da cirurgia.
Dúvidas
No Brasil, há pelo menos três tipos de técnicas de cirurgia bariátrica aprovadas e a forma como o procedimento é feito também varia, podendo ser por abordagem aberta ou por videolaparoscopia, que é menos invasiva e mais confortável.
A analista de comércio exterior Ana Elisa Starling, 34, é uma das pacientes que procura mais informações sobre o tratamento e vai participar do encontro. “Já fiz todos os exames para avaliar meu quadro clínico. Agora vou saber mais sobre o pré e o pós-operatório e sobre a técnica em si”, explica.
Ana Elisa tem 1,65 m de altura e 120 kg, IMC de 44,1, configurando obesidade mórbida. Ela também sofre de pressão alta. “Meu peso descontrolou após a adolescência e, nos últimos três anos, aumentou muito. Tentei outros tratamentos, como o balão e todo tipo de dieta imaginada, mas não deram certo”, relata. De acordo com o cirurgião e diretor técnico do Instituto Mineiro, René Berindoague, a troca de experiências é um incentivo para iniciar e manter hábitos saudáveis, que fazem parte do tratamento. Para mais informações sobre o encontro que será realizado neste sábado na capital mineira, consulte o site www.institutodeobesidade.com.br
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/01/31/noticia_saudeplena,147378/encontro-de-pacientes-promove-troca-de-experiencias-sobre-cirurgia-bar.shtml
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
"Notícia" - Novo rol da ANS beneficia quem necessita da cirurgia bariátrica
"Pacientes passam a contar com fisioterapeutas. Além disso, foi ampliado de 6 para 12 o número de consultas e sessões com nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos"
Publicado em 26/12/2013, às 17h57
No dia 2 de janeiro, entra em vigor a nova cobertura obrigatória para beneficiários de planos de saúde, que passam a ter direito a 50 novos exames, consultas e cirurgias, a 37 medicamentos orais para tratamento domiciliar de câncer, além de coberturas para 29 doenças genéticas. O novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, editado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), beneficia também os pacientes que precisam se submeter à cirurgia bariátrica. A partir do próximo mês, eles passam a contar com acompanhamento multidisciplinar.
Dessa maneira, eles podem se consultar com fisioterapeutas e tiveram ampliado de 6 para 12 o número de consultas e sessões com diversos especialistas, como nutricionista, fonoaudiólogo e psicólogo. A expectativa dos profissionais de saúde é que o novo rol da ANS garanta um atendimento mais completo às pessoas com indicação para a operação, da maneira como elas necessitam.
“O acompanhamento por uma equipe multidisciplinar treinada e atualizada é indispensável para o sucesso do tratamento. Primeiramente, o paciente deve ser adequadamente preparado para a cirurgia. Depois da operação, precisam ser avaliados os resultados de sua adaptação à nova condição fisiológica e ao novo estilo de vida e realizados ajustes do tratamento sempre que necessário”, salienta o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Almino Ramos.
Para a nutricionista Alessandra Coelho, vice-presidente da Comissão das Especialidades Associadas da SBCBM, a medida leva a bons resultados no tratamento dos pacientes bariátricos. “A inclusão dessas especialidades pode minimizar ou evitar custos futuros com doenças crônicas, pois o acesso ao atendimento multidisciplinar ajuda a prevenir complicações no pós-operatório, o que potencializa os resultados”, explica a especialista.
Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/suplementos/arrecifes/noticia/2013/12/26/novo-rol-da-ans-beneficia-quem-necessita-da-cirurgia-bariatrica-110972.php
Publicado em 26/12/2013, às 17h57
No dia 2 de janeiro, entra em vigor a nova cobertura obrigatória para beneficiários de planos de saúde, que passam a ter direito a 50 novos exames, consultas e cirurgias, a 37 medicamentos orais para tratamento domiciliar de câncer, além de coberturas para 29 doenças genéticas. O novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, editado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), beneficia também os pacientes que precisam se submeter à cirurgia bariátrica. A partir do próximo mês, eles passam a contar com acompanhamento multidisciplinar.
Dessa maneira, eles podem se consultar com fisioterapeutas e tiveram ampliado de 6 para 12 o número de consultas e sessões com diversos especialistas, como nutricionista, fonoaudiólogo e psicólogo. A expectativa dos profissionais de saúde é que o novo rol da ANS garanta um atendimento mais completo às pessoas com indicação para a operação, da maneira como elas necessitam.
“O acompanhamento por uma equipe multidisciplinar treinada e atualizada é indispensável para o sucesso do tratamento. Primeiramente, o paciente deve ser adequadamente preparado para a cirurgia. Depois da operação, precisam ser avaliados os resultados de sua adaptação à nova condição fisiológica e ao novo estilo de vida e realizados ajustes do tratamento sempre que necessário”, salienta o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Almino Ramos.
Para a nutricionista Alessandra Coelho, vice-presidente da Comissão das Especialidades Associadas da SBCBM, a medida leva a bons resultados no tratamento dos pacientes bariátricos. “A inclusão dessas especialidades pode minimizar ou evitar custos futuros com doenças crônicas, pois o acesso ao atendimento multidisciplinar ajuda a prevenir complicações no pós-operatório, o que potencializa os resultados”, explica a especialista.
Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/suplementos/arrecifes/noticia/2013/12/26/novo-rol-da-ans-beneficia-quem-necessita-da-cirurgia-bariatrica-110972.php
domingo, 12 de janeiro de 2014
Fim das Férias
Bom dia Pessoal,
Estou retornando de férias, que foram curtas, mas ótimas!
Passei uma temporada em Guarapari - ES (quintal dos mineiros), graças a DEUS foi tudo muito bom, vimos algumas atrocidades na rodovia, mas fazer o que né?!? As pessoas hoje não tem mais amor a VIDA!
Bom, já emagreci 32,1 kg e de forma saudável.
Minha alimentação está 100% normal, como de tudo um pouco, mas gosto de evitar algumas coisas (enlatados, embutidos, frituras, açucares, etc.), na praia dei uma descuidada, mas já retomei a minha normalidade.
Não sinto dores nem desconfortos.
Meu folego melhorou muito, estou mais animado pra tudo, com certeza minha qualidade de vida tem melhorado bastante!
Obrigado a todos!
Ótimo final de domingo e inicio de semana!
Estou retornando de férias, que foram curtas, mas ótimas!
Passei uma temporada em Guarapari - ES (quintal dos mineiros), graças a DEUS foi tudo muito bom, vimos algumas atrocidades na rodovia, mas fazer o que né?!? As pessoas hoje não tem mais amor a VIDA!
Bom, já emagreci 32,1 kg e de forma saudável.
Minha alimentação está 100% normal, como de tudo um pouco, mas gosto de evitar algumas coisas (enlatados, embutidos, frituras, açucares, etc.), na praia dei uma descuidada, mas já retomei a minha normalidade.
Não sinto dores nem desconfortos.
Meu folego melhorou muito, estou mais animado pra tudo, com certeza minha qualidade de vida tem melhorado bastante!
Obrigado a todos!
Ótimo final de domingo e inicio de semana!
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
"Notícia" - Lei obriga restaurantes a dar 50% de desconto a quem tiver estômago reduzido
Restaurantes e bares de Campinas/SP estão obrigados a oferecer desconto ou cobrar metade do preço em rodízios, porções e pratos para pessoas que fizeram cirurgia de redução de estômago. A lei municipal 14.524/12, que determina o desconto, foi publicada quinta-feira, 6/12/2012, e já entrou em vigor.
O texto obrigada os estabelecimentos a darem 50% de desconto no preço das porções ou servirem meia porção para quem comprovar que tenha reduzido o estômago por meio de cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia.
A nova lei não afeta restaurantes de comida por peso nem inclui bebidas. Ela estabelece ainda que o restaurante deve fixar um cartaz ou uma placa com a divulgação do direito: Este estabelecimento concede descontos e/ou meia porção para as pessoas que realizaram cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia".
O cliente deverá apresentar um laudo ou declaração que comprove a cirurgia, feito por um médico devidamente inscrito no CRM.
Veja abaixo a íntegra da nova norma.
__________
LEI Nº 14.524 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2012
DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DOS RESTAURANTES E SIMILARES EM CONCEDER DESCONTOS E/OU MEIA PORÇAO PARA AS PESSOAS QUE REALIZARAM CIRURGIA BARIÁTRICA OU QUALQUER OUTRA GASTROPLASTIA NA FORMA QUE ESPECIFICA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
A Câmara Municipal aprovou e eu, Prefeito do Município de Campinas, sanciono e promulgo a seguinte lei:
Art. 1º - Ficam os restaurantes e similares que servem refeições a la carte e/ou porções obrigados a oferecerem desconto de 50% (cinquenta por cento) no preço das mesmas e/ou servirem meia porção para as pessoas que tenham o estômago reduzido através de cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia.
Art. 2º - Ficam os restaurantes e similares que servem refeições a rodízio obrigados a concederem desconto de 50% (cinquenta por cento) no preço das mesmas para as pessoas que tenham o estômago reduzido através de cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia.
Art. 3º - Excetua-se do disposto nesta Lei o consumo de sucos e bebidas.
Art. 4º - Para ter direito ao benefício de que trata a presente Lei, o interessado deverá comprovar sua condição através da apresentação de laudo médico ou declaração de médico responsável devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina.
Art. 5º - Os restaurantes e similares fi cam obrigados a fi xar cartaz ou placa com ampla divulgação dos direitos estabelecidos nesta Lei nos seguintes dizeres:
Lei Municipal nº 14.524/12
ESTE ESTABELECIMENTO CONCEDE DESCONTOS E/OU MEIA PORÇAO PARA AS PESSOAS QUE REALIZARAM CIRURGIA BARIÁTRICA OU QUALQUER OUTRA GASTROPLASTIA
Art. 6º - A inobservância no disposto nesta Lei caberá ao infrator às sanções previstas no artigo 56 da Lei Federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor, aplicáveis na forma de seus artigos 57 a 60.
Art. 7º - O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no que couber.
Art. 8º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 9º - Revogam-se as disposições em contrário.
Campinas, 05 de dezembro de 2012
PEDRO SERAFIM
Prefeito Municipal
Fonte: http://direito-publico.jusbrasil.com.br/noticias/100230026/lei-obriga-restaurante-a-dar-50-de-desconto-a-quem-tiver-estomago-reduzido
O texto obrigada os estabelecimentos a darem 50% de desconto no preço das porções ou servirem meia porção para quem comprovar que tenha reduzido o estômago por meio de cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia.
A nova lei não afeta restaurantes de comida por peso nem inclui bebidas. Ela estabelece ainda que o restaurante deve fixar um cartaz ou uma placa com a divulgação do direito: Este estabelecimento concede descontos e/ou meia porção para as pessoas que realizaram cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia".
O cliente deverá apresentar um laudo ou declaração que comprove a cirurgia, feito por um médico devidamente inscrito no CRM.
Veja abaixo a íntegra da nova norma.
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LEI Nº 14.524 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2012
DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DOS RESTAURANTES E SIMILARES EM CONCEDER DESCONTOS E/OU MEIA PORÇAO PARA AS PESSOAS QUE REALIZARAM CIRURGIA BARIÁTRICA OU QUALQUER OUTRA GASTROPLASTIA NA FORMA QUE ESPECIFICA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
A Câmara Municipal aprovou e eu, Prefeito do Município de Campinas, sanciono e promulgo a seguinte lei:
Art. 1º - Ficam os restaurantes e similares que servem refeições a la carte e/ou porções obrigados a oferecerem desconto de 50% (cinquenta por cento) no preço das mesmas e/ou servirem meia porção para as pessoas que tenham o estômago reduzido através de cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia.
Art. 2º - Ficam os restaurantes e similares que servem refeições a rodízio obrigados a concederem desconto de 50% (cinquenta por cento) no preço das mesmas para as pessoas que tenham o estômago reduzido através de cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia.
Art. 3º - Excetua-se do disposto nesta Lei o consumo de sucos e bebidas.
Art. 4º - Para ter direito ao benefício de que trata a presente Lei, o interessado deverá comprovar sua condição através da apresentação de laudo médico ou declaração de médico responsável devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina.
Art. 5º - Os restaurantes e similares fi cam obrigados a fi xar cartaz ou placa com ampla divulgação dos direitos estabelecidos nesta Lei nos seguintes dizeres:
Lei Municipal nº 14.524/12
ESTE ESTABELECIMENTO CONCEDE DESCONTOS E/OU MEIA PORÇAO PARA AS PESSOAS QUE REALIZARAM CIRURGIA BARIÁTRICA OU QUALQUER OUTRA GASTROPLASTIA
Art. 6º - A inobservância no disposto nesta Lei caberá ao infrator às sanções previstas no artigo 56 da Lei Federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor, aplicáveis na forma de seus artigos 57 a 60.
Art. 7º - O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no que couber.
Art. 8º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 9º - Revogam-se as disposições em contrário.
Campinas, 05 de dezembro de 2012
PEDRO SERAFIM
Prefeito Municipal
Fonte: http://direito-publico.jusbrasil.com.br/noticias/100230026/lei-obriga-restaurante-a-dar-50-de-desconto-a-quem-tiver-estomago-reduzido
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
"Notícia" - A obesidade infantil e na adolescência
A obesidade
é definida como um distúrbio alimentar, ou seja, o individuo não consegue parar
de comer. É um problema que vem atingindo diversos países, inclusive já é
considerado um caso de saúde pública devido ao crescente número de pessoas que
se tornaram obesos.
Entre as
pessoas que sofrem com a obesidade, estão também crianças e adolescentes. A
obesidade na adolescência, por exemplo, é um período bastante difícil, devido
às mudanças que ocorrem não somente no corpo, mas no modo como se percebe o
mundo. Geralmente, estas mudanças físicas nem sempre são bem aceitas pelos
jovens. Principalmente se ele (a) for obeso (a).
O jovem
obeso sofre desde problemas relacionados à saúde (diabetes, má formação óssea)
até problemas emocional como, a depressão, apontada como um dos principais
problemas pelos quais o adolescente com este distúrbio passa. A chacota sofrida
na escola ou na faculdade fortalece ainda mais este problema, que pode ter
consequências gravíssimas, que vão desde a exclusão social até o próprio desejo
de não viver mais, podendo ocasionar até o suicídio.
Devido a
estes fatores, a obesidade na adolescência deve ser tratada com bastante
cuidado, pois mexe diretamente com a autoestima do individuo. A prevenção é um dos meios de evitar que o
jovem fique com o peso acima do normal. Caso o distúrbio já esteja em um nível
avançado, o recomendado é procurar ajuda médica.
Então,
trouxemos algumas dicas de como evitar o aumento de peso na adolescência.
Antes de fazer qualquer dieta mirabolante
procure ajuda especializada;
Dicas para
evitar a obesidade na adolescência:
Evite
ingerir alimentos não saudáveis como hambúrgueres, batata frita e salgados;
Evite
refrigerantes, pois além de possuírem altos níveis de açúcar, eles podem
prejudicar a absorção de cálcio;
Consuma
frutas e legumes;
Procure
sempre se exercitar;
Procure a
escola e seus pais, eles têm uma importância muito grande neste processo, pois
podem aconselhar e auxiliar o adolescente.
Pais e
responsáveis devem dar o exemplo. Procure mostrar ao seu filho desde a infância,
que é possível viver de forma saudável, dessa forma você garantirá que todos
viverão de forma saudável e evitará que ele desenvolva a obesidade na
adolescência;
Cuidado com
o sal! Não são apenas alimentos gordurosos, ou com alto teor de açúcar que
prejudicam a saúde, alimentos com sal em excesso podem também ser bastante
prejudiciais, pois podem aumentar o risco de problemas cardiovasculares e
hipertensão.
Jovem,
procure seguir estas dicas e também as recomendações do seu médico. Pais
procurem incentivar os seus filhos a consumirem alimentos saudáveis e a
praticar exercícios físicos. O seu apoio é fundamental para ele!
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
"Notícia" - Novas regras para a cirurgia de redução de estômago pelo SUS
Com a
procura cada vez mais crescente pela cirurgia de redução de estômago, o governo
federal decidiu implementar novas regras para a cirurgia de redução de estômago
pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A decisão começou com uma consulta pública,
aberta em setembro de 2012, e a partir do dia 20 de março deste ano foi
publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Entre
as novas regras estão:
1 - Redução da idade de 18 para 16
anos.
2 - Retirada a idade máxima para a
operação, que antes era de 65 anos.
3 - Reajuste de 20% o valor médio
repassado pelo SUS para cobrir honorários médicos e serviços hospitalares.
4 - Realização pela rede pública de
exames e consultas no pré e no pós-operatório
5 - Permitido a nova técnica cirúrgica
– a gastrectomia vertical em manga (sleeve), que remove de 70% a 85% do
estômago.
6 - As cirurgias plásticas para
corrigir a flacidez da pele serão cobertas pelo SUS.
Segundo o
ministro Alexandre Padilha, em uma coletiva que ocorreu um dia antes da
publicação, o governo têm se esforçado para atender a demanda crescente pela
cirurgia. Ele também afirmou que é importante evitar que o indivíduo chegue a
um estágio em que precise de bariátrica.
Mas a
cirurgia não é permitida para todos, ela só pode ser feita quando o paciente
apresenta obesidade mórbida ou co-morbidade como a hipertensão, apneia do sono
ou IMC superior a 40kg/m².
É importante
ressaltar que, medidas como a criação de novas regras para a cirurgia de
estômago pelo SUS são importantes e extremamente necessárias, mas não devem ser
o foco principal. Combater a obesidade na infância é um meio eficaz de prevenir
que o individuo chegue à fase adulta com todos os problemas que o excesso de
peso traz consigo.
sábado, 16 de novembro de 2013
REVOLTA COM O BRASIL!!!
PT de MERDA!!!! Enganou o povo do Brasil, traiu a confiança do povo! Agora o Genuíno e toda sua corja querem ser Mártires?! E o pior é que tem gente que apoia essa avacalhação! PTistas militantes, vocês recebem algo pra isso? Ou é falta de vergonha na cara? Ou ainda, é falta do que fazer? Não sou nem nunca serei a favor de partido algum, pelo menos até que se acabe com essa putaria que é a nossa politica. No exterior somos vistos como um pais corrupto. Cara que vergonha! Será mesmo o Brasil um pais abençoado por DEUS? Eu acho é que falta DEUS na vida desse povo!
Vamos acordar brasileiros, vamos refletir no nossos atos!
Um deles já fugiu do pais, vamos fazer com que todos que só querem o mal desse nosso povo também fujam e com o rabo entre as pernas!
Chega de Corruptos!!!!
#ACORDAPOVOBRASILEIRO



Vamos acordar brasileiros, vamos refletir no nossos atos!
Um deles já fugiu do pais, vamos fazer com que todos que só querem o mal desse nosso povo também fujam e com o rabo entre as pernas!
Chega de Corruptos!!!!
#ACORDAPOVOBRASILEIRO



quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Balanço
Bom dia a todos,
Nesses últimos dias tenho pensado bastante sobre a minha cirurgia. Avaliei as mudanças na alimentação, a minha saúde, as dificuldades em adaptar e mudar velhos hábitos.
Não tem sido fácil, confesso. Antes de alimentar me imagino comendo todas as opções do buffet no almoço, como fazia antes, me imagino tomando 500ml de refrigerante durante a alimentação. São coisas que sempre me fizeram mal, mas nunca ligava pra isso, ou pelo menos me esquecia de controlar.
Eu comia pra encher a barriga, não sentia o gosto do alimento, só pensava na quantidade. Hoje, me alimento com prazer, saboreio o alimento e não importa a quantidade e sim a qualidade.
Eu adorava chocolate, comia uma caixa de bombons durante um filme ou programa de televisão. Hoje não sinto nem vontade, alias o açúcar é só no café da manha e em pouca quantidade. Não porque me proibiram, mas sim porque não sinto falta.
Minha vida melhorou bastante, me alimento melhor, minhas roupas diminuíram, menos medicamentos, mais disposição (pra tudo)...
Resumindo, FARIA TUDO DE NOVO!!!!
Ótimo feriadão pra todos!
Nesses últimos dias tenho pensado bastante sobre a minha cirurgia. Avaliei as mudanças na alimentação, a minha saúde, as dificuldades em adaptar e mudar velhos hábitos.
Não tem sido fácil, confesso. Antes de alimentar me imagino comendo todas as opções do buffet no almoço, como fazia antes, me imagino tomando 500ml de refrigerante durante a alimentação. São coisas que sempre me fizeram mal, mas nunca ligava pra isso, ou pelo menos me esquecia de controlar.
Eu comia pra encher a barriga, não sentia o gosto do alimento, só pensava na quantidade. Hoje, me alimento com prazer, saboreio o alimento e não importa a quantidade e sim a qualidade.
Eu adorava chocolate, comia uma caixa de bombons durante um filme ou programa de televisão. Hoje não sinto nem vontade, alias o açúcar é só no café da manha e em pouca quantidade. Não porque me proibiram, mas sim porque não sinto falta.
Minha vida melhorou bastante, me alimento melhor, minhas roupas diminuíram, menos medicamentos, mais disposição (pra tudo)...
Resumindo, FARIA TUDO DE NOVO!!!!
Ótimo feriadão pra todos!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
"Notícia" - EU FUI! Após bariátrica, Alex perde 65kg e disputa a Volta das Nações
"Bacharel
em direito afirma que operação marcou sua vida e serviu como estímulo para
mudar de hábitos alimentares e passar a fazer exercícios"
Um dos
objetivos da Corrida “Volta das Nações”
é estimular a prática de exercícios físicos e uma vida saudável. Foi com esse
espírito que o bacharel em direito Alex Ferreira Machado, 30 anos, correu os
10km da prova, no último domingo, em Campo Grande- MS. Após uma cirurgia
bariátrica, ele perdeu 65kg e adotou a corrida como esporte.
Morador da
capital sul-mato-grossense, Machado conta que era obeso desde os 15 anos e que
fez a redução de estômago no dia 9 de agosto de 2012. Desde então, diminuiu 14
números do manequim, indo do 68 ao 40 e, mais magro, serve dentro de apenas uma
das pernas de suas calças antigas.
Segundo ele,
a operação foi um marco em sua vida, servindo como estímulo para mudança de
hábitos alimentares e inclusão de uma nova rotina de exercícios. Hoje com 81kg,
Alex quer ir além e trabalha para atingir a meta de 72kg.
- Cirurgia não é milagre. Se a pessoa não
fizer nada, não vai resolver - afirmou o sul-mato-grossense.
Alex
participou da prova de 10km. No entanto, conseguiu correr 6km e caminhou o
restante. O percurso foi feito em 1h21m.
- Para mim foi superação - garantiu
Alex, relatando ainda que seu projeto é correr os 10km da mesma prova em 2014 e
os 15km da Corrida de São Silvestre, em São Paulo, em 2015.
Tudo isso
para mostrar que é preciso praticar esportes e manter uma dieta para manter o
peso perdido com a cirurgia.
Volta das
Nações
A quinta edição da Volta das Nações reuniu
competidores nas categorias elite masculino e feminino, cadeirante e deficiente
visual masculino, indústria feminino e masculino, além dos participantes da
corrida de 10km e da caminhada de 7km.
Segundo
informações da organização, nesta edição, a competição teve 24,5 mil inscritos,
sendo 15,4 mil na caminhada e 7,7 mil na corrida de 10km, além de 1,2 mil na
meia maratona, entre atletas profissionais e amadores.
Foram
distribuídos 127,5 mil copos de água, 1,5 mil quilos de fruta, 4,5 mil litros
de isotônico, além da disponibilização de nove ambulâncias para atendimento.
Fonte:
http://globoesporte.globo.com/ms/noticia/2013/10/eu-fui-apos-bariatrica-alex-perde-65kg-e-disputa-volta-das-nacoes.html
terça-feira, 12 de novembro de 2013
"Notícia" - Verdades sobre a cirurgia bariátrica
“Seguir orientações de médicos com experiência é uma das
obrigações para quem faz redução do estômago”
Vinte quilos a menos na balança e uma redução de 48 para 42
no manequim. Há dois anos, a comerciante Kátia Vasconcelos, 49 anos, tomou uma
decisão para acabar com uma insatisfação que se arrastava desde que ela era uma
menina de 12 anos com 75 quilos. Passou por uma gastroplastia por banda, que é
a colocação de um anel no estômago. Viveu um pós-operatório difícil, mas conta
que resistiu e não se arrepende. “Como minha autoestima aumentou, minha
ansiedade por comida ficou de lado. Estou feliz. Não quero voltar a ser gorda”,
relata.
Histórias com o mesmo final feliz, no entanto, não acontecem
para todos os pacientes submetidos às cirurgias bariátricas e metabólicas,
também chamadas de redução de estômago. Mortes como a de Fernanda Nóbrega, 26,
na semana passada, cuja causa ainda é investigada, além de casos graves de
anorexia nervosa e intolerância a ferro e proteína são “fantasmas” que assustam
os candidatos a esse tipo de intervenção.
Um levantamento do médico cirurgião Álvaro Ferraz aponta que
após dois anos da cirurgia, menos de 30% dos pacientes fazem o acompanhamento
médico, quando isso deveria acontecer ao longo de toda a vida. É exatamente
nesse momento que os problemas podem começar a surgir e, nos casos mais graves,
resultar em óbito. “A cirurgia, por exemplo, causa uma deficiência na absorção
de ferro e é importante o acompanhamento médico. O mesmo é registrado com a
proteína, mas em menor grau”, explicou.
Exemplos de pacientes operados com comportamentos anoréxicos
também são vistos nos consultórios. Segundo a médica cirurgiã Luciana Siqueira,
isso acontece porque a pessoa fica feliz com a perda de peso e teme comer.
Os especialistas afirmam que, entre os pacientes com
dificuldade de alimentação, que vomitam muito, a solução às vezes está na
endoscopia. “Alguns não mastigam adequadamente ou comem rápido e deixam o
processo de esvaziamento gástrico difícil. Na endoscopia, muitas vezes basta
uma dilatação do estômago para resolver o problema, mas nem todos aceitam a
intervenção, por medo de engordarem. Preferem passar mal”, completa Luciana
Siqueira.
No último domingo (3), Fernanda Nóbrega foi sepultada após
complicações no pós-operatório. Ela foi operada no dia 29 e depois de dois dias
recebeu alta. Na madrugada, passou mal e voltou para o hospital, onde precisou
ser novamente operada. Segundo a família, teria sido diagnosticada com obstrução
no intestino. Dois dias depois da segunda intervenção, morreu.
Queixava-se de falta de ar. O atestado de óbito de Fernanda
apontou como causa da morte embolia pulmonar, mas os parentes apontam que ela
não recebeu os cuidados necessários do médico.
Disciplina
É a palavra-chave para a cirurgia de redução de estômago dar
certo. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica orienta que o
paciente deve fazer consultas e exames laboratoriais periódicos no
pós-operatório, além do acompanhamento nutricional e psicológico. “A obesidade
pode ter problemas psicológicos relacionados. São pessoas que sofrem muito
preconceito e, quando se operam, acham que vão resolver todos os problemas.
Como nem sempre conseguem, há os que entram em depressão”, analisa o médico
Álvaro Ferraz.
Entre as complicações do pós-operatório estão infecções,
tromboembolismo (entupimento de vasos sanguíneos), deiscências (separações) de
suturas, fístulas (desprendimento de grampos), obstrução intestinal, hérnia no
local do corte, abscessos (infecções internas) e pneumonia. Além disso,
sintomas gastrointestinais podem aparecer após a refeição. A dica dos
especialistas é reduzir o consumo de carboidratos, comer mais vezes ao dia, em
pequenas quantidades, e evitar a ingestão de líquidos durante as refeições.
Verdades
Perde-se
mais peso nos primeiros seis meses.
A perda mais
significativa de peso ocorre nos primeiros seis meses
A mulher
pode engravidar no pós-operatório.
A paciente é
liberada para engravidar sem riscos após 15 meses de pós-operatório
Há tendência
à anemia no pós-operatório.
Mulheres têm
tendência à anemia por causa da menstruação, perda de ferro e falta de carne
vermelha na dieta
O apoio da
família e à família é indispensável.
Os novos
hábitos a serem adotados pelo paciente devem ser estimulados por todos que
convivem com ele
O paciente
que sofre de gastrite pode ser operado.
Não há
restrição cirúrgica para paciente com gastrite
Mitos
Em um ano de
pós-operatório, o paciente engorda.
O ganho de
peso ocorre quando o paciente não adota dieta menos calórica e não pratica
exercícios físicos
Quem faz a
cirurgia bariátrica fica propenso ao alcoolismo, uso de drogas ou compulsão por
compras.
Não existe
evidência científica sobre o assunto
A depressão
é comum para quem faz a cirurgia.
Se o
paciente ficar deprimido, isso deve ser investigado por psicólogo ou psiquiatra
Depois da
operação, é comum a intolerância ao leite.
Esses
alimentos são, inclusive, recomendados, sobretudo para as mulheres, como fontes
de cálcio
A cirurgia
causa problemas renais.
Não foi
observada tendência a problemas renais
O paciente
sente muitas dores no primeiro mês do pós-operatório.
As dores se
manifestam somente no primeiro dia do pós-operatório
Depois da
cirurgia bariátrica, o paciente deve fazer cirurgia plástica corretiva.
Nem sempre é
necessário fazer cirurgia plástica após o procedimento
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